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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O dia em que a baleia virou manjuba...

"Você não sabe
O quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui
Percorri milhas e milhas
Antes de dormir..."











Neste final de semana houve aqui na cidade de São Paulo mais uma "Virada Esportiva" e com ela aconteceu a "4a. 24 Horas na Pista". Tudo isso organizado pela Prefeitura de São Paulo.

Euzinha da Silva, em busca de algo do qual não sabia o que, entrei no site www.runnersp.com.br e fiz a minha inscrição sem ter muita noção do iria encontrar, como dizem por aí "a ignorância é uma benção!". A data foi chegando e aí combinei com o meu irmão uma força lá na prova, já que ele, além de bonitão e legal, é personal treiner. 
Rê, muito obrigada! Você fez a diferença, viu! Amo você!

No dia acordei e tentei não ficar pensando no que tinha me metido (e não sabia mesmo!!!). Tá, tá, tá... tinha noção que o negócio era meio insano, mas por outro lado não tinha nenhuma pretensão de grandes feitos, afinal lá no site dizia, "qualquer distância"... e era o que eu tinha em mente.

Chegando lá, atrasada, fui direto pegar o meu chip e lá fui alegre feiz e saltitante para aquela pista de 400 metros poeirenta... e bota poeira nisso, meu filho!!!! 

Logo encontrei um alegre amigo da corrida... esse cara é o máximo!!! Salve simpatia!!!


Passando em frente ao pagodão, que só foi por umas duas horinhas...




 E encontrando a Elis, que já estava em velocidade de Cruzeiro... eita menina ligeira!!!!



Mas e aí começou para valer... e põe para valer nisso!!! O negócio foi guardar a máquina fotográfica e encarar a poeira da pista. Minha estratégia era mais ou menos assim... sem estratégias!!! kkkkkkk

Ainda no começo, encontrei a Silvia. Papeamos uma boa parte da prova...

Como a prova começou às duas da tarde decidi caminhar forte, já que estava bastante calor e seco. E sempre hidratando, algumas vezes água e outras isotônico. Quando caiu começou a anoitecer comecei intercalar corrida com caminhada forte. E ainda, a cada duas horas parava para alongar, uma massagenzinha  e algo sólido para garantir a energia.

A organização da prova mandou super bem. Não faltou água e isotônico durante todas as 24 horas. O kit bastante modesto continha camiseta, torrone, miniatura de pão de mel, número de peito e chip.

E o tempo foi passando...

Aí chegou minha família e ficaram lá me vendo passar a cada intervalo de tempo...

E o tempo ... passando...


Passando...


Doendo...

Após 11 horas de prova, já estava só o pó (além de todo o pó local) e morrendo de frio. Decidi ir dormir. Aquela altura da prova, após algumas prévias, eu oscilava entre a quarta e quinta posição. 

Ali deitada na barraca, vendo o pessoal dormindo, pensei "11 horas de prova e em quarto lugar, cheguei onde jamais imaginaria. Já posso deixar a prova...".

Nisso o Claudio, meu amigão chegou e mal falei com ele... Claudio, me desculpe, viu! Minhas condições naquele momento não era das melhores...

Lá pelas 6 horas levantei, me alimentei e fui olhar a última prévia... quarto lugar! Não teve jeito, isso falou mais alto... voltei para a pista. 

Meu, doia tudo! E quando digo tudo, é tudo mesmo!


Uma certa hora perdi uma posição... fui para o quinto lugar. 

E fui lutando, a cada volta...


E agora, como terminou a corrida... pareceque foi um sonho...






Renato, Fabio, Dodo, Claudio, Pai, Mãe, Ildo, Palhaço, Elis, Priscila, Miguel, Silvia, pessoas que falaram comigo durante a prova me apoiando... MUITO OBRIGADA POR TUDO!!! VOCÊS REALMETE FIZERAM A DIFERENÇA PARA MIM!!!!

Doeu muito!!! Mas valeu cada passo, cada instante!!!

Dona D